Cidade
Carros lançados, ávidos de andar, de correr, de se deslocarem no tempo e no burburinho da cidade. Carros parados. Condutores suados, nervosos, assassinos em potência, nervos em franja, pés pousados no acelerador
Gente. Muita gente. Passos. Muitos passos.
Confusão. Muita confusão. Gente que anda,
gente que ri, gente que não se exprime.
Gente que anda sem pensar.
Desastre na avenida.
Mortos, curiosidade, tumulto e burocracia num consórcio impossível. Apitos, ruídos de escapes, informes, indisciplinados, mas sempre contundentes.
E nem adianta tentar abrir a boca e encher os pulmões de ar. Apenas se enche o corpo de fumaça e a cabeça de desalento.
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